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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

"JOÃO DONATO"


João Donato de Oliveira Neto nasceu em Rio Branco, capital do Acre, no dia 17 de agosto em 1934. Seu pai, também chamado João Donato, era piloto de avião e nas horas vagas executava vôos domésticos sobre o bandolim. A mãe cantava e a irmã mais velha, Eneyda, estudava para ser concertista de piano. O caçula, Lysias, pendeu para as letras e acabaria se tornando o principal parceiro nas composições do irmão.
 O primeiro instrumento de João foi o acordeom, no qual, aos oito anos, compôs sua primeira música, a valsa “Nini”. Antes de completar 12 anos, o pai presenteou-lhe com acordeons de 24 e 120 baixos. Em 1945, Donato pai é transferido, e a família tem de deixar Rio Branco rumo ao Rio de Janeiro. Começo do caminhar pra beira de outro lugar. Em pouco tempo, o circuito musical passava a ser o das festas de colégios da Tijuca e adjacências. Tentou a sorte no programa de Ary Barroso. Intransigente, Ary rodou o tabuleiro da baiana e sequer quis escutá-lo, sob a alegação de que “não gostava de meninos-prodígio”. Sorte que havia ouvidos mais atentos.
Ao profissionalizar-se, em 1949, aos 15 anos, Donato ostentava no currículo as mitológicas jam-sessions realizadas na casa do cantor Dick Farney e no Sinatra-Farney Fã Club, do qual era membro. Johnny Alf, Nora Ney, Dóris Monteiro, Paulo Moura e até Jô Soares, no bongô, estavam entre os componentes destas vitaminadas jams. Na primeira gravação em que participa, como integrante da banda do flautista Altamiro Carrilho, Donato toca acordeon nas duas faixas do 78 RPM: “Brejeiro”, de Ernesto Nazareth, e “Feliz aniversário”, do próprio Altamiro. Pouco depois, migra para o grupo do violinista Fafá Lemos, como suplente de Chiquinho do Acordeon. A partir de 1953, agora como pianista, Donato passa a comandar suas próprias formações instrumentais,– Donato e seu Conjunto, Donato Trio, o grupo Os Namorados – com quem lança, em 78 RPM, versões instrumentais para standards da música americana (como “Tenderly”, sucesso de Nat King Cole) e brasileira (como “Se acaso você chegasse, do sambista gaúcho Lupicinio Rodrigues). Três anos depois, a Odeon escala um iniciante para fazer a direção musical de “Chá Dançante” (1956), primeiro LP de Donato e seu conjunto. Um certo Antonio Carlos - que depois virou nome de aeroporto – pilotaria o disco do filho do aviador. O repertório escolhido por Tom Jobim era mesmo para decolar em qualquer baile de debutante: “No rancho fundo” (Lamartine Babo – Ary Barroso), “Carinhoso” (Pixinguinha – João de Barro), “Baião” (Luiz Gonzaga – Humberto), “Peguei um ita no norte” (Dorival Caymmi). Em seguida, Donato passa uma temporada de dois anos em São Paulo. Quando volta ao Rio, a Bossa Nova estava deflagrada. O próprio João Gilberto revelou por aí que tirara a batida de violão revolucionária ao ver Donato tocar piano. Naquele mesmo 1958, grava “Minha saudade” e “Mambinho”, parcerias entre Joões Donato e Gilberto. A convite de Nanai (ex integrante do grupo Os Namorados) parte para uma temporada de seis semanas em um cassino Lake Tahoe (Nevada) Donato relativizou a influência do Jazz, comungou a música do Caribe como integrante das orquestras de Mongo Santamaría, Johnny Martinez, Cal Tjader e Tito Puente. E até excursionou com João Gilberto pela Europa. 1962, hora de regressar ao Brasil. Ao menos no tempo justo de conceber dois clássicos sempre em voga da música instrumental brasileira – “Muito à vontade” (1962) e “A Bossa muito moderna de João Donato” (1963), ambos pela Polydor, relançados no começo dos anos 2000 em CD pela Dubas. É Donato ao piano, Milton Banana na bateria, Tião Neto no baixo e Amaury Rodrigues, na percussão. Sobre “Muito à vontade”, o jornalista Ruy Castro escreveu, por ocasião de seu relançamento em CD: “foi o seu primeiro disco ao piano e o primeiro mesmo para valer, com nove de suas composições entre as 12 faixas (…). Donato, que estava morando nos Estados Unidos durante a explosão da Bossa Nova, era uma lenda entre os músicos mais novos - para alguns, pelas histórias que ouviam, ele devia ser algo assim como o curupira ou a cobra d’água. Este disco abriu-lhes novos horizontes e devolveu Donato a um movimento que ele, sem saber, ajudara a construir”. Estão lá “Muito à vontade”, “Minha saudade”, “Sambou, sambou”, “Jodel”. “A Bossa muito moderna” introduz mais alguns temas originalmente instrumentais que, muitos anos depois, se tornariam obrigatórios em qualquer cancioneiro da MPB. Entre elas “Índio perdido”, que viraria “Lugar comum”, ao receber letra de Gilberto Gil. Gil também é parceiro nos versos que transformariam “Villa Grazia” em “Bananeira”. Já “Silk Stop” é o tema original sobre o qual Martinho da Vila escreveria “Gaiolas Abertas”. A influência da música cubana é evidente em “Bluchanga”, dos tempos em que Donato tocava com Mongo Santamaría. Arruma a pianola e volta para os EUA. Desta vez, a temporada se estenderia por quase uma década. Trabalhou com Nelson Riddle, Herbie Mann, Chet Baker, Cal Tjader, Bud Shank, Armando Peraza, etc. Formou, ao lado de João Gilberto, Jobim, Moacir Santos, Eumir Deodato, Sergio Mendes e Astrud Gilberto, o time dos que tornaram o Brasil de fato reconhecido internacionalmente por sua música. “Piano of João Donato: The new sound of Brazil” (1965) e “Donato / Deodato” (1969) saíram pela RCA e permanecem fora do catálogo no Brasil. Mas o disco que melhor representa a segunda temporada americana é “A Bad Donato” (1970), feito para o selo Blue Thumb, da California, e relançado em CD pela Dubas. Gravado em Los Angeles, “A Bad Donato” condensa funk, psicodelia, soul music, sons afro-cubanos, jazz fusion. Um Donato dançante, repleto de groove e veneno sonoro – antenadíssimo com o experimentalismo do sonho californiano - , considerado um dos 100 melhores discos de todos os tempos pela Revista Rolling Stone. No Natal de 72, Donato deu uma passada no Rio e foi até a casa do compositor Marcos Valle. Quem também apareceu por lá foi o cantor Agostinho dos Santos, que sugeriu a Donato letrar suas criações instrumentais. Foi a senha para que os irresistíveis temas de Donato ganhassem contornos de canção popular. Valle aproveitou para convida-lo a gravar um novo disco no Brasil, com o repertório formado a partir deste novo cancioneiro. João estava de volta, absolutamente reinventado. Donato conta como foi à jornalista Lia Baron: “Eu ia gravar instrumental dentro de alguns dias e o Agostinho dos Santos falou: ‘Vai gravar tocando piano de novo? Todo mundo já ouviu isso. Se fosse você, eu gravaria cantando”. Atendida a sugestão, Donato deixa de ser integrante exclusivo da seara instrumental e entra para a MPB. Além de Gil, Martinho e Lysias, Chico Buarque, Caetano Veloso, Cazuza, Arnaldo Antunes, Aldir Blanc, Paulo César Pinheiro, Ronaldo Bastos, Abel Silva, Geraldo Carneiro e até o poeta Haroldo de Campos e o fonoaudiólogo e escritor Pedro Bloch tornaram-se parceiros de João. “Quem é quem”, lançado pela Emi, em 1973 traz as músicas “Terremoto”, “Chorou, chorou” (ambas com letra de Paulo César Pinheiro”), “Até quem sabe” (com Lysias), “Cadê Jodel?” (com Marcos Valle).
Até Dorival Caymmi manda uma música inédita, “Cala a boca, Menino”. Em carta enviada a João Gilberto, em 13 de setembro de 73, Donato não esconde o entusiasmo: “É o meu melhor trabalho em discos até o momento, tendo-se em conta o tempo que demorou, o que demonstra o máximo cuidado com que tudo aconteceu. E o resultado é um disco que eu simplesmente acho adorável”. Também foi considerado um dos 100 melhores discos de todos os tempos pela Revista Rolling Stone. Em 2008 “Quem é Quem” foi tema de programa inteiramente dedicado a ele, pelo Canal Brasil, apresentado por Charles Gavin; e de livro escrito pelo produtor e músico Kassim. O álbum seguinte, “Lugar comum” (1975), pela Philips, dá seqüência ao Donato vocalista, com a maior parte do repertório formado por ex-temas instrumentais. Há parcerias com Caetano Veloso (“Naturalmente”), Gutemberg Guarabyra (“Ê menina”), Rubens Confete (“Xangô é de Baê”). Só com Gil são oito, entre elas “Tudo tem”, “A bruxa de mentira”, “Deixei recado”, “Que besteira”, “Emoriô” e pelo menos dois standards para qualquer antologia da canção popular: a faixa-título e “Bananeira”. No texto que preparou para o lançamento em CD de “Lugar comum”, pela Dubas, Donato revisita um certo dia de verão nos anos 70, na casa de Caetano. Ele se aproximara dos baianos a ponto de fazer a direção musical do show “Cantar”, de Gal Costa, registrado em disco no ano anterior: “Tava todo mundo: Bethânia, Gal, Caetano com Dedé e Moreno (…). Eles tinham meus dois discos “Muito à vontade” e “A bossa muito moderna” e eu sempre provocava, desafiando eles a fazer as letras. Quando surgiu essa melodia, o Gil inventou que era “bananeira não sei / bananeira sei lá (…)”. Daí eu disse: “quintal do seu olhar”. E ele: “olhar do coração. Como se fosse um ping-pong na segunda parte”. Lembram daquela excursão que Donato fez à Europa com João Gilberto, logo depois da primeira temporada americana? Pois foi num vilarejo italiano que a bananeira foi plantada. Donato explica: “As minhas primeiras letras surgiram a partir desses temas instrumentais já gravados, que eu pensava que não iam ter letra nunca. “Bananeira” era “Villa Grazia”, o nome da pousadinha onde a gente ficou em Lucca, na Itália, acompanhando o João Gilberto numa temporada (…). Noventa e nove por cento das minhas músicas instrumentais trocaram de nome, por causa da letra”. Depois desse período, Donato ficou quase vinte anos sem gravar. O mainstream da época parecia não absorver o que, felizmente, a turma pop começou a enxergar a partir dos anos 90. A volta de João ao mundo do disco acontece em 1996 (ele lançara apenas o instrumental e ao vivo “Leilíadas”, pela Philips, em 86), com o álbum “Coisas tão simples”, produzido por João Augusto, para a EMI. O disco traz “Doralinda”, parceria com Cazuza, além de novas colaborações com Lysias (“Fonte da saudade”), Norman Gimbel (“Everyday”), Toshiro Ono (“Summer of tentation”). De lá pra cá, Donato tem lançado seus álbuns sobretudo por três gravadoras independentes: Pela Lumiar, de Almir Chediak: “Café com pão” (com o baterista Eloir de Moraes, 1997); “Só danço samba” (1999); os três volumes da coleção Songbook (1999), além de “Remando na raia” (2001), encontro com Emilio Santiago (2003) e o reencontro com Maria Tita (2006). Na Deckdisc, faz “Ê Lalá Lay-Ê” (2001), “Managarroba” (2002) e o instrumental “O piano de João Donato”, produzidos pelo roqueiro Rafael Ramos, além do disco gravado com Wanda Sá (2003). Pela Biscoito Fino, saíram os encontros instrumentais com Paulo Moura (“Dois panos pra manga”, 2006) e Bud Shank (“Uma tarde com”, este também em DVD).

Pela Biscoito, Donato fez ainda o DVD “Donatural” (2005), onde recebe – em gravação ao vivo no Espaço Sérgio Porto, no Rio – diversas gerações de parceiros: de Gilberto Gil ao DJ Marcelinho da Lua; de Emilio Santiago a Marcelo D2; de Leila Pinheiro a Joyce, com direito a Ângela Rô Rô e o filho Donatinho, fera dos teclados e dos samplers. O escritor americano Allen Thayer sentencia, entre as doze páginas que escreveu sobre João para a revista nova-iorquina de Jazz, Wax Poetics, em 2007: “João Donato merece um lugar entre as lendas da música brasileira, ao lado de Antonio Carlos Jobim, João Gilberto, Dorival Caymmi, Ary Barroso e muitos outros, apesar de sua (…) experimentação com vários gêneros de música tornar um desafio classificá-lo”. Já o blogueiro Alexandre Carvalho dos Santos não se preocupa com classificações. Em texto postado na internet, ele sugere a música de Donato como forma de curar a depressão: “Recomendo um show de João Donato não só a quem interesse uma música de primeira grandeza, um pianista impressionante e uma seleção de composições históricas. Recomendo para quem necessita de um antidepressivo, uma sessão de acupuntura ou qualquer outra forma de relaxamento profundo. Eu tive minha dose num domingo à noite, num show em São Paulo. Timing perfeito para começar a semana acreditando que a felicidade existe, apesar do patrão”. João Donato vive no bairro da Urca, no Rio. Ele é casado com a jornalista Ivone Belem. É pai de Jodel, Joana e Donatinho.



domingo, 7 de outubro de 2012

"ASTRUD GILBERTO"



Astrud Gilberto, nascida Astrud Evangelina Weinert, (Salvador, 29 de março de 1940) é uma cantora brasileira de samba e bossa nova de fama internacional. Nascida na Bahia, filha de mãe brasileira e pai alemão, mudou-se para o Rio de Janeiro com sua família, em 1947. Astrud casou-se com João Gilberto em 1959 e mudou-se para os Estados Unidos em 1963, ano em que participou do álbum Getz/Gilberto juntamente de seu marido, do músico Stan Getz e do também brasileiro Tom Jobim. Astrud, que nunca havia cantado profissionalmente antes, participou das gravações por convite de seu marido, e durante as subsequentes apresentações descobriu que sofria de medo de palco. Astrud e João divorciaram-se em 1964. João Gilberto retornou ao Brasil, mas Astrud Gilberto continua residindo nos Estados Unidos, desde 1963. O sucesso do trabalho de Astrud Gilberto na canção The Girl from Ipanema tornou-a um nome proeminente na música do jazz, e logo começou a fazer gravações solo. Embora Astrud tenha começado como intérprete de bossa nova brasileira e jazz americano, passou também a gravar composições próprias na década de 1970. A canção "Astrud" , interpretada pela cantora polaca Basia é um tributo a ela. Astrud Gilberto recebeu o prêmio Latin Jazz USA Award for Lifetime Achievement (1992) e foi incluída no International Latin Music Hall of Fame, em 2002. A cantora também tornou-se conhecida pelo seu trabalho como artista pintora, assim como pelo apoio e contribuição que tem dado a proteção dos animais.




  Discografia

 Álbuns

 Stan Getz e Astrud Gilberto - Getz Au-Go-Go (Verve, 1964)
The Astrud Gilberto Album (Verve, 1964)
The Shadow Of Your Smile (Verve, 1965)
Look To The Rainbow (Verve, 1965)
Beach Samba (Verve, 1966)
A Certain Smile, A Certain Sadness with Walter Wanderley (Verve, 1967)
Windy (Verve, 1968)
September 17, 1969 (Verve, 1969)
Gilberto Golden Japanese Album (Verve, 1969)
I Haven't Got Anything Better To Do (Verve, 1970)
Astrud Gilberto With Stanley Turrentine (CTI, 1971)
Astrud Gilberto Now (Perception, 1972)
That Girl From Ipanema (Audio Fidelity, 1977)
Astrud Gilberto Plus James Last Orchestra (Polygram, 1987)
Live In New York (Pony Canyon, 1996)
Temperance (album) (Pony Canyon, 1997)
Jungle (Magya, 2002)
The Diva Series (Verve, 2003)

Trilhas sonoras

The Deadly Affair (Verve, 1965)

Outros álbuns com participação de Astrud Gilberto

Stan Getz and João Gilberto – Getz/Gilberto (Verve, 1963)
Shigeharu Mukai and Astrud Gilberto – So & So - Mukai Meets Gilberto (Denon, 1982) 
Michael Franks – Passionfruit (album) (Warner Bros., 1983) 
Etienne Daho – Eden (album) (Virgin, 1996) 
George Michael – Ladies And Gentleman - Best of George Michael (Sony, 1998)


 





terça-feira, 4 de setembro de 2012

"STAN GETZ"


Stanley Gayetsky (1927-1991) foi um músico do jazz conhecido como Stan Getz.
Filho de pais russos-judeus e criado em Nova York, Getz tocou diversos instrumentos antes que seu pai lhe comprasse seu primeiro sax, aos 13 anos.
Em 1943 entrou para a Jack Teagarden’s band.
Depois de tocar com outros conjuntos (1944 Stan Kenton; 1945 Jummy Dorsey;
1945-46 Benny Goodman), ficou conhecido como solista na Woody Herman Band (1947-49). Na década de 50 tornou-se popular tocando cool jazz com Horace Silver, Johnny Smith, Oscar Peterson, entre outros. Em 1958 mudou-se para Copenhagen na esperança de se livrar do vício em drogas que o acompanhava desde a adolescência.
Voltou para os Estados Unidos em 1961, tornando-se um dos principais músicos da fusão do jazz com a bossa nova. Em 1962 gravou com Charlie Byrd uma adaptação de Tom Jobim, “Só Danço Samba”, chamada “Jazz Samba”, que veio a ser um grande sucesso.
Em 1963 ganhou o Grammy de performace de Jazz com “Desafinado”.

Ganhou outro Grammy por “The Girl from Ipanema” que gravou com Tom Jobim, João Gilberto e Astrud Gilberto, tornando-se uma das mais conhecidas músicas de todos os tempos. Ganhou mais dois Grammy com João Gilberto (Álbum do Ano e Performace de Jazz Instrumental) com o disco Getz/Gilberto, batendo A Hard Day’s Night, do The Beatles. A partir daí outros músicos como Wes Montgomery e Joe Henderson incorporaram a
bossa nova e o jazz brasileiro ao seu trabalho.
Em 1967 gravou álbuns com Chick Corea e Stanley Clarke. Depois de outro retiro devido ao vício, desta vez na Espanha, experimentou na década de 80 elementos da música eletrônica e do fusion. Morreu em 1991 de câncer no fígado.




domingo, 19 de agosto de 2012

"ELIS REGINA & TOM JOBIM"


Elis & Tom é um álbum que foi lançado em 1974 por Antonio Carlos Jobim e Elis Regina.
Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 — São Paulo, 19 de janeiro de 1982) foi uma cantora brasileira. De morte trágica e prematura, deixou vasta e brilhante obra na música popular brasileira. Era carinhosamente chamada a Pimentinha.Foi e ainda é considerada por muitos a maior cantora
brasileira que já existiu.
Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido como Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro.
É considerado um dos maiores expoentes da música brasileira e um dos criadores do movimento da Bossa Nova. Tom Jobim é um dos nomes que melhor representa a música brasileira na segunda metade do século XX e é praticamente uma unanimidade entre críticos e público em termos de qualidade e sofisticação musical.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"ELIZETH CARDOSO"


Elizeth Cardoso (Rio de Janeiro, 16 de julho de 1920 — 7 de maio de 1990) foi uma cantora brasileira. Conhecida como A Divina, Elizeth é considerada uma das maiores intérpretes da música brasileira e um das mais talentosas cantoras de todos os tempos, reverenciada pelo público e pela crítica.
Elizeth Moreira Cardoso nasceu na rua Ceará, no subúrbio de São Francisco Xavier,
e cantava desde pequena pelos bairros da Zona Norte carioca, cobrando ingresso
(10 tostões) das outras crianças para ouvi-la cantar os sucessos de Vicente Celestino. O pai, seresteiro, tocava violão e a mãe gostava de cantar.

Primeira apresentação

Desde cedo precisou trabalhar e, entre 1930 e 1935, foi balconista, funcionária de uma fábrica de saponáceos e cabeleireira, até que o talento foi descoberto aos dezesseis anos, quando comemorava o aniversário.
Foi então convidada para um teste na Rádio Guanabara, pelo chorão Jacob do Bandolim.
Apesar da oposição inicial do pai, apresentou-se em 1936 no Programa Suburbano, ao lado de Vicente Celestino, Araci de Almeida, Moreira da Silva, Noel Rosa e Marília Batista. Na semana seguinte foi contratada para um programa semanal na rádio.
Casou-se no fim de 1939 com Ari Valdez, mas o casamento durou pouco.
Trabalhou em boates como taxi-girl, atividade que exerceria por muito tempo.
Em 1941, tornou-se crooner de orquestras, chegando a ser uma das atrações do Dancing Avenida, que deixou em 1945, quando se mudou para São Paulo para cantar no Salão Verde e para apresentar-se na Rádio Cruzeiro do Sul, no programa Pescando Humoristas.

Estilo

Além do choro, Elizeth consagrou-se como uma das grandes intérpretes do gênero samba-canção (surgido na década de 1930), ao lado de Maysa, Nora Ney, Dalva de Oliveira, Ângela Maria e Dolores Duran. O gênero, comparado ao bolero, pela exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado também de dor-de-cotovelo ou fossa. O samba canção antecedeu o movimento da bossa nova (surgido ao final da década de 1950, 1957). Mas este último representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações em detrimento do drama e das melodias ressentidas, da dor-de-cotovelo e da melancolia.
Elizeth migrou do choro para o samba-canção e deste para a bossa nova gravando em 1958 o LP Canção do Amor Demais,considerado axial para a inauguração deste movimento, surgido em 1957. O antológico LP trazia ainda, também da autoria de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, Chega de Saudade, Luciana, As Praias Desertas e Outra Vez.
A melodia ao fundo foi composta com a participação de um jovem baiano que tocava o violão de maneira original, inédita: o jovem João Gilberto.

Anos 1960

Em 1960, gravou jingle para a campanha vice-presidencial de João Goulart.
Nos anos 1960 apresentou o programa de televisão Bossaudade
(TV Record, Canal 7, São Paulo). Em 1968 apresentou-se num espetáculo que foi considerado o ápice da carreira, com Jacob do Bandolim, Época de Ouro e Zimbo Trio, no Teatro João Caetano, em benefício do Museu da Imagem e do Som (MIS) (Rio de Janeiro). Considerado um encontro histórico da música popular brasileira, no qual foram ovacionados pela platéia; long-plays (Lps) foram lançados em edição limitada pelo MIS. Em abril de 1965 conquistou o segundo lugar na estréia do I Festival de Música Popular Brasileira (TV Record) interpretando Valsa do amor que não vem (Baden Powell e Vinícius de Moraes); o primeiro lugar foi da novata Elis Regina, com Arrastão. Serviu também de influência para vários cantores que viriam depois,
sendo uma das principais a cantora Maysa.

Apelidos

Teve vários apelidos como A Noiva do Samba-Canção, Lady do Samba, Machado de Assis da Seresta, Mulata Maior, A Magnífica (apelido dado por Mister Eco) e a Enluarada
(por Hermínio Bello de Carvalho). Nenhum desses títulos, porém, se iguala ao que foi consagrado por Haroldo Costa –- A Divina -- que a marcou para o
público e para o meio artístico.
Elizeth Cardoso lançou mais de 40 LPs no Brasil e gravou vários outros em Portugal, Venezuela, Uruguai, Argentina e México.
Elizeth Cardoso morreu aos 69 anos, vítima de câncer.





Discografia

(1955) Canções à Meia Luz
(1956) Fim de Noite
(1957) Noturno
(1958) Retrato da Noite
(1958) Canção do Amor Demais
(1958) Naturalmente
(1959) Magnífica
(1960) Sax Voz
(1960) A Meiga Elizeth
(1961) Sax Voz nº 2
(1962) A Meiga Elizeth nº 2
(1963) A Meiga Elizeth nº 3
(1963) Elizeth Interpreta Vinícius
(1963) A Meiga Elizeth nº 4
(1963) Elizeth Canta Seus Maiores Sucessos
(1963) Grandes Momentos com Elizeth Cardoso
(1964) A Meiga Elizeth nº 5
(1965) Quatrocentos anos de samba
(1965) Elizeth sobe o morro
(1966) Muito Elizeth
(1966) A bossa eterna de Elizeth e Cyro – Elizeth Cardoso e Cyro Monteiro
(1967) A enluarada Elizeth
(1968) Ao vivo no Teatro João Caetano - Elizeth Cardoso, Zimbo Trio e Jacob do Bandolim - Vol. I e II
(1968) Momento de Amor
(1969) Elizeth e Zimbo Trio na Sucata
(1970) Elizeth no Bola Preta com a Banda do Sodré
(1970) Falou e disse
(1970) É de manhã - Elizeth Cardoso e Zimbo Trio
(1970) Elizeth, a exclusiva
(1970) A bossa eterna de Elizeth e Ciro - Nº 2 - Elizeth Cardoso e Cyro Monteiro
(1971) Elizeth Cardoso
(1971) Elizeth Cardoso - Disco de ouro
(1971) Elizeth Cardoso e Silvio Caldas
(1971) Elizeth Cardoso e Silvio Caldas - Vol. II
(1972) Preciso Aprender A Ser Só
(1972) Elizeth Cardoso
(1974) Edição histórica - VOL. 3
(1974) Elizeth / Feito em Casa
(1974) Mulata Maior
(1975) Bossaudade - A bossa eterna
(1975) Elizeth Cardoso
(1976) Elizeth Cardoso
(1977) Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim, Zimbo Trio e Época de Ouro
(1978) A Cantadeira do Amor
(1978) Live in Japan
(1979) O Inverno do meu Tempo
(1980) Elizeth Cardoso nº 1
(1980) Elizeth Cardoso nº 2
(1980) Elizeth Cardoso nº 3
(1981) Elizethíssima
(1982) Outra vez Elizeth
(1982) Recital
(1983) Elizeth - Uma rosa para Pixinguinha
(1984) Leva meu Samba - Elizeth Cardoso e Ataulfo Júnior
(1986) Luz e Esplendor
(1989) Elizeth Cardoso
(1989) Elizeth Cardoso - Jacob do Bandolim - Zimbo Trio e Conj. Época de Ouro
(1991) Todo Sentimento
(1991) Ary Amoroso

sábado, 12 de novembro de 2011

"SÉRGIO MENDES"


Sérgio Santos Mendes (Niterói, 11 de fevereiro de 1941)
é um músico e compositor brasileiro de bossa nova.
Sérgio Mendes começou com o Sexteto Bossa Rio, gravando o disco "Dance Moderno"
em 1961. Viajando pela Europa e pelos Estados Unidos, gravou vários álbuns com Cannonball Adderley e Herbie Mann, chegando a tocar no Carnegie Hall.
Mudou para os EUA em 1964 e produziu dois álbuns sob o nome de "Brasil '64",
com a Capitol Records e a Atlantic Records.
Foi nos EUA que começou o grupo Sérgio Mendes & Brasil 66, alcançando sucesso ao lançar a canção Mas que nada, de Jorge Ben Jor, em versão bossa nova.
Passou longo tempo no ostracismo, lançando discos que tiveram pouco sucesso comercial. Seu reencontro com o grande público se deu em 1984, com o lançamento do disco e sucesso Never gonna let you go, chegando a quarto lugar nas paradas. Pouco depois lançou o álbum Confetti, contendo entre outras músicas Olympia, feita para as Olimpíadas de 1984 em Los Angeles.
Nos anos 90, criou a banda Brasil 99, com a qual gravou o disco Brasileiro, que, além de levá-lo de volta às paradas de sucesso, lhe rendeu o Grammy de 1993 na categoria World Music. Tem mais de trinta discos lançados, e o mais recente deles conta com participações especiais de, entre outros, Stevie Wonder e Black Eyed Peas.
Pouca gente sabe, mas durante a época de pobreza de Harrison Ford, o ator que participou de filmes de mais de 100 milhões de
dólares de bilheteria foi carpinteiro de Sérgio Mendes.

Discografia

Dance moderno (1961)
Quiet nights (1963)
Você ainda não ouviu nada. Sergio Mendes & Bossa Rio (1963)
The swinger from Rio (1964)
Bossa Nova York. Sergio Mendes Trio (1964)
Cannonbal's bossa nova with Bossa Rio (1964)
In person at El Matador-Sergio Mendes & Brasil' 65 (1964)
Brasil' 65. Wanda de Sah featuring The Sergio Mendes Trio (1965)
The great arrival (1966)
Herp Albert presents Sergio Mendes & Brazil' 66 (1966)
Equinox-Sergio Mendes & Brasil' 66 (1967)
Sergio Mendes favourite things (1968)
Look around-Sergio Mendes & Brasil' 66 (1968)
Crystal illusions-Sergio Mendes & Brasil' 66 (1969)
The fool on the hill-Sergio Mendes & Brasil' 66 (1969)
Ye-me-lê. Sergio Mendes & Brazil' 66 (1970)
Live at Expo' 70. Sergio Mendes & Brazil' 66 (1970)
Stilness-Sergio Mendes & Brasil' 66 (1971)
País tropical-Sergio Mendes & Brazil' 77 (1971)
Raízes-Sergio Mendes & Brazil' 77 (1972)
Love music-Sergio Mendes & Brasil' 77 (1973)
In concert-Sergio Mendes & Brasil' 77 (1973)
Vintage 74-Sergio Mendes & Brasil' 77 (1974)
Sergio Mendes (1975)
Homecooking-Sergio Mendes & Brasil' 77 (1976)
Sergio Mendes & and the new Brasil' 77 (1977)
Brasil 88 (1978)
Pelé-trilha sonora do filme (1978)
Magic lady (1979)
Horizonte aberto (1979)
Sergio Mendes (1982)
Confetti. Opus (1985)
Brasil 86 (1986)
Arara (1989)
Brasileiro (1992)
Oceano (1996)
Timeless (2006)
Encanto (2008)
Bom Tempo Remix (2011)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"JOHNNY ALF"


Johnny Alf, nome artístico de Alfredo José da Silva (Rio de Janeiro, 19 de maio de 1929 — Santo André, 4 de março de 2010), foi um compositor, cantor e pianista brasileiro.
Perdeu o pai, cabo do exército, aos três anos de idade. Sua mãe trabalhava em casa de uma família na Tijuca e o criou sozinha. Seus estudos de piano começaram aos nove anos, com Geni Borges, amiga da família para a qual sua mãe trabalhava.
Após o início na música erudita, começou a se interessar pela música popular, principalmente trilhas sonoras do cinema norte-americano e por compositores como George Gershwin e Cole Porter. Aos 14 anos, formou um conjunto musical com seus amigos de Vila Isabel, que tocavam na praça Sete (atual praça Barão de Drummond). Estudou no Colégio Pedro II. Entrando em contato com o Instituto Brasil-Estados Unidos, foi convidado para participar de um grupo artístico. Uma amiga americana sugeriu o nome de Johnny Alf.
Em 1952, Dick Farney e Nora Ney o contratam como pianista da nova Cantina do César, de propriedade do radialista César de Alencar, iniciando assim sua carreira profissional. Mary Gonçalves, atriz e Rainha do Rádio, estava sendo lançada como cantora, e escolheu três canções de Johnny: Estamos sós, O que é amar e Escuta para fazerem parte do seu longplay Convite ao Romance.
Foi gravado seu primeiro disco em 78 rpm, com a música Falsete de sua autoria, e De cigarro em cigarro (Luís Bonfá). Tocou nas boates Monte Carlo, Mandarim, Clube da Chave, Beco das Garrafas, Drink e Plaza. Duas canções se destacaram neste período: Céu e mar e Rapaz de bem (1953), consideradas a melodia e a harmonia, como revolucionárias e precursoras da bossa nova.
Em 1955 foi para São Paulo, tocando na boate Baiuca e no bar Michel, com os iniciantes Paulinho Nogueira, Sabá e Luís Chaves. Em 1962 voltou ao Rio de Janeiro, se apresentando no Bottle's Bar, junto com o conjunto musical Tamba Trio, Sérgio Mendes, Luís Carlos Vinhas e Sylvia Telles. Apresentava-se no Litlle Club e Top, o conjunto formado por Tião Neto (baixista) e Edison Machado (baterista).
Em 1965 realizou uma turnê pelo interior paulista. Tornou-se professor de música no Conservatório Meireles, de São Paulo. Participou do III Festival da Música Popular Brasileira em 1967, da TV Record - Canal 7, de São Paulo, com a música Eu e a brisa, tendo como intérprete a cantora Márcia (esposa de Silvio Luiz). A música foi desclassificada, porém se tornando um dos maiores sucessos de sua carreira.
Em seus últimos anos de vida Johnny raramente se apresentava, em razão de problemas de saúde. Esteve apenas na abertura das exposições dedicadas aos 50 anos da bossa nova na Oca, em 2008,e, em janeiro de 2009, no Auditório do SESC Vila Mariana, em São Paulo.Na mostra sobre os 50 anos da bossa nova, Alf teve um encontro virtual com nomes como Tom Jobim, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e Stan Getz. O artista tocava piano com as projeções dos colegas, já mortos, para um filme que foi exibido ao longo do evento. Segundo o curador da mostra, Marcello Dantas, Johnny Alf foi "o caso clássico do artista que não teve o reconhecimento a altura de seu talento. Alf foi um gênio e teve participação na história da nossa música".
O compositor não tinha parentes. Vivia em um asilo em Santo André. Seu último show foi em agosto de 2009, no Teatro do Sesi, em São Paulo, ao lado da cantora Alaíde Costa.
Faleceu aos 80 anos no hospital estadual Mário Covas, em Santo André (SP), onde, durante três anos, se tratou de um câncer de próstata. Ele vivia em uma casa de repouso na cidade.
Segundo o jornalista Ruy Castro, Johnny Alf foi o "verdadeiro pai da Bossa Nova". Tom Jobim, outro dos primeiros artistas da Bossa Nova, admirava Johnny Alf a ponto de apelidá-lo de "Genialf".




Discografia

1952 - Johnny Alf
1952 - Convite ao Romance - Mary Gonçalves
1954 - Johnny Alf (78 rpm)
1955 - Johnny Alf (78 rpm)
1958 - Johnny Alf (78 rpm)
1961 - Rapaz de bem (longplay)
1964 - Diagonal (Lp)
1965 - Johnny Alf - arranjos de José Briamonte
1968 - Johnny Alf e Sexteto Contraponto
1971 - Ele é Johnny Alf
1972 - Johnny Alf - compacto duplo
1974 - Nós
1978 - Desbunde total
1986 - Johnny Alf - Eu e a brisa
1988 - O que é amar
1990 - Olhos Negros - participação Gilberto Gil,Chico Buarque,Caetano Veloso, Roberto Menescal, Leny Andrade e outros.
1997 - Johnny Alf e Leandro Braga - Letra e música Noel Rosa
1998 - Cult Alf - Johnny Alf - gravado ao vivo
1999 - As sete palavras de Cristo na Cruz - Dom Pedro Casaldáliga
2001 - Johnny Alf - Eu e a Bossa - 40 anos de Bossa Nova

Participações especiais

1975 - 100 anos de Música Popular Brasileira - Projeto Minerva - série de oito álbuns produzidos e apresentado por Ricardo Cravo Albin, gravados ao vivo na rádio MEC do Rio de Janeiro. Cantando ao lado de Alaíde Costa e Lúcio Alves.
1984 - Trilha sonora da telenovela Anjo Mau, da Rede Globo, com a música O que é amar.
1998 - O show Noel Rosa - Letra e música, lançando um compact disc com o mesmo nome, foi realizado no Sesc Pompéia, em São Paulo. Incluindo a canção Noel, Rosa do Samba, de Paulo César Pinheiro.
2004 - CD Dois Corações, da cantora mineira Fernanda Cunha. No Cd os "dois corações" são Johnny Alf e Sueli Costa, uma das mais importantes compositoras brasileiras, que também faz participação especial com piano e voz.

domingo, 25 de setembro de 2011

"VINÍCIUS DE MORAES & TOQUINHO"


Desta parceria, viriam clássicos como “Como Dizia o poeta”,
“Tarde em Itapoã” e “Testamento”.

Em 1970, Vinícius se apresentou na casa de espetáculo carioca Canecão, com o parceiro Tom Jobim, o violonista Toquinho e a cantora Miúcha. O show, que relembrou a trajetória do poeta, ficou quase um ano em cartaz devido ao grande sucesso obtido. Outra apresentação marcante de Vinícus de Moraes, ao lado de Toquinho e da cantora Maria Creuza, foi em Buenos Aires, na boate La Fusa. O antológico concerto resultaria no LP ao vivo “Vinícius En La Fusa”, uma das mais belas jóias gravadas ao vivo da música brasileira. No repertório, interpretado de modo espetácular pela cantora baiana, estavam entre outras “A Felicidade”, “Garota de Ipanema”, “Irene”, “Lamento no Morro” “Canto de Ossanha” (canção muita aplaudida pela platéia argentina), “Samba em Prelúdio”, “Eu Sei Que Vou Te Amar” (canção que contou ainda com a declamação do poetinha de “Soneto da Fidelidade”, para delírio do público argentino), “Minha Namorada” e “Se Todos Fossem Iguais A Você”, que encerrou o magnífico concerto. No ano seguinte, Vinícius voltou a Fusa para gravar um novo LP ao vivo, também com Toquinho, mas desta vez com a cantora Maria Bethânia nos vocais. Neste álbum estão presentes canções com “A Tonga da Mironga do Kabulete”, “Testamento” e “Tarde em Itapoã”. Também em 1971, assinou com Chico Buarque, sobre antigo choro de “Garoto”, a canção “Gente Humilde”, grande sucesso gravada pelo próprio Chico e, pouco depois, por Ângela Maria.

A parceria Vinícius/Toquinho excursionou por várias cidades brasileiras e também pelo exterior. Ainda em 1971, a dupla lançou seu primeiro LP de estúdio, com destaque para “Maria Vai com as Outras”, “Morena Flor”, “A Rosa Desfolhada” e “Testamento”. Em 1972, eles lançaram o álbum “São Demais os Perigos Dessa Vida”, contendo - além da faixa-título - grandes sucessos como “Cotidiano nº 2”, “Para Viver Um Grande Amor” e “Regra três”. Com Toquinho, também compôs a trilha sonora da telenovela “Nossa Filha Gabriela” (da extinta TV Tupi), registrada em disco neaquele mesmo ano. No ano seguinte, a dupla se apresentou no show “O Poeta, a Moça e o Violão”, com a cantora Clara Nunes no Teatro Castro Alves, em Salvador.

Em 1974, Vinícius e Toquinho compuseram “As Cores de Abril” e “Como É Duro Trabalhar”, ambas incluídas na trilha sonora da novela “Fogo Sobre Terra” (da Rede Globo). Naquele mesmo ano, a parceria lançou o álbum “Toquinho, Vinícius e Amigos”. O disco teve as participações de Maria Bethânia (em “Apelo” e “Viramundo”) , Cyro Monteiro (“Que Martírio” e “Você Errou”, últimas gravações deste cantor), Maria Creuza (“Tomara” e “Lamento no Morro”), Sergio Endrigo (“Poema Degli Occhi” e “La Casa”) e Chico Buarque (“Desencontro”). Ainda naquele ano, a dupla lançou “Vinícius e Toquinho”, quarto álbum de estúdio da parceria, que trazia composições de autoria deles, como “Samba do Jato”, “Sem Medo” e “Tudo Na Mais Santa Paz”, e ainda “Samba pra Vinícius”, homenagem ao poetinha de Toquinho e Chico Buarque, que fez uma participação especial no disco.

Em 1975, Vinícius do Moraes lançou o álbum “O Poeta e o Violão”. Gravado em Milão, o LP teve a participação especial dos maestros Bacalov e Bardotti. No mesmo ano, a gravadora Philips lançou o álbum “Vinícius e Toquinho”. Deste LP, destaca-se “Onde Anda Você” - parceria com Hermano Silva e que alcançou grande sucesso. Ainda naquele ano, Vinícius lançou o livro de poemas infantis “A Arca de Noé”. Foram lançados em no ano seguinte os álbuns “Ornella Vanoni, Vinícius de Moraes e Toquinho - La voglia/ La pazzia/ L’inconscienza/ L’allegria” e “Deus lhe Pague” - este com as composições da parceria Vinícius e Edu Lobo.




Vinícius teve publicado, em 1977, o livro “O Breve Momento”, com 15 serigrafias de Carlos Leão. Naquele ano, o selo Philips lançou o álbum “Antologia Poética”, uma seleção da obra poética do poetinha e que teve a participação especial de Tom Jobim, Francis Hime e Toquinho. A gravadora Som Livre disponibilizou no mercado o LP “Tom, Vinícius, Toquinho e Miúcha - Ao Vivo no Canecão”. Em 1978, foi lançado o álbum “Vinícius e Amália”, disco gravado em Lisboa com a cantora portuguesa Amália Rodrigues. Naquele mesmo ano, foi editado o álbum “10 Anos de Toquinho e Vinícius” - uma coletânea de uma década de trabalhos da dupla. Em 1980, foi lançado o álbum “Arca de Noé”, que trouxe diversos intérpretes para as composições infantis do poeta, musicadas a partir do livro homônimo. O disco gerou um especial infantil na Rede Globo, naquele mesmo ano.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

"MARISA GATA MANSA"


Marisa Vertullo Brandão, mais conhecida como Marisa Gata Mansa (Rio de Janeiro, em 27 de abril de 1933 — 10 de janeiro de 2003), foi uma cantora brasileira.
O apelido gata mansa ela recebeu do jornalista Djalma Sampaio por causa de seu jeito calmo de falar. Nascida numa família entusiasta da boa música, cresceu nesse ambiente que a incentivou a cantar. Foi casada com o compositor e pianista César Camargo Mariano, que compôs em sua homenagem a música Marisa, tema da cerimônia religiosa de seu casamento com o compositor. Marisa gravou o primeiro compacto, de 78 rotações, Você Esteve com Meu Bem, de João Gilberto e Russo do Pandeiro, pela RCA Victor. Uma trajetória marcada por um viés jazzístico, foi crooner do Golden Room do Copacabana Palace e substituindo Dolores Duran no bacará. Típica voz de bares noturnos, cantava no Beco das garrafas, ao lado de outros nomes da bossa nova.


domingo, 13 de fevereiro de 2011

"LÚCIO ALVES"


Lúcio Ciribelli Alves (Cataguases, 28 de janeiro de 1927 — Rio de Janeiro, 3 de agosto de 1993) foi um cantor e compositor brasileiro.
Começou a tocar violão na infância. Criou nos anos 1940, o grupo musical Namorados da Lua, ele era o cantor, violonista e arranjador; o grupo fez sucesso e se desfez em 1947. Compôs com Haroldo Barbosa a canção De conversa em
conversa e Baião de Copacabana.
No início da década de 1950 se tornou um dos cantores mais populares do rádio. Gravou com Dick Farney - Teresa da praia (Tom Jobim/Billy Blanco), Sábado em Copacabana (Dorival Caymmi/Carlos Guinle), Valsa de uma cidade
(Ismael Neto/Antônio Maria), Xodó (Jair Amorim/J M de Abreu).
Lançou o disco Lúcio Alves interpreta Dolores Duran - 1960 -
homenageando a cantora que morreu em 1959.
Os discos A bossa é nossa e Balançamba, destacam-se as suas interpretações para Dindi (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira), Samba da minha terra de Dorival Caymmi, Ah, se eu pudesse e O barquinho (Roberto Menescal/Ronaldo Bôscoli).
Dóris e Lúcio no Projeto Pixinguinha - com Dóris Monteiro -
gravadora EMI Odeon Brasil - 1978.
Romântico/A arte do espetáculo - ao vivo - gravado ao vivo no restaurante-bar Inverno & Verão - São Paulo - agosto de 1986. Foi a última gravação de Lúcio Alves.

domingo, 30 de janeiro de 2011

"BADEN POWEL"


Baden Powell de Aquino (Varre-Sai, 6 de agosto de 1937 — Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2000) foi um violonista brasileiro.
Filho de Dona Adelina e do violinista e escoteiro Lilo de Aquino, que lhe deu esse nome por ser fã do criador do Escotismo, general britânico Robert Stephenson Smyth Baden-Powell. É irmão de Vera Gonçalves de Aquino e pai do pianista e tecladista Philippe Baden Powell e do violonista Louis Marcel Powell (ambos nascidos na França) e primo do violonista João de Aquino.
Aos nove anos começou a estudar violão, mas só ficou famoso no Brasil quando constituiu uma parceria com Vinícius de Moraes, que escreveu versos para suas composições, criando o gênero dos afro-sambas.
Toava a música tradicional brasileira, mas amava o jazz e logo desenvolveu um estilo que se baseava em Django Reinhardt e Barney Kessel. Passou a ser conhecido internacionalmente em 1966 quando Joaquim Berendt teve a oportunidade de conhecê-lo, convidando-o para gravar seu primeiro disco e visitar a Europa.

O sucesso não o abandonou e sua fama foi aumentando com seus discos, principalmente na Alemanha. Continuou dando concertos, também nos Estados Unidos, onde teve a oportunidade de se apresentar com Stan Getz.

Baden Powell tinha uma maneira única de tocar violão, incorporando elementos virtuosísticos da técnica clássica e suíngue e harmonia populares. Explorou de maneira radical os limites do instrumento, o que o transformou em uma rara estrela nacional da área com trânsito internacional.

Ele foi considerado por muitos um dos maiores violonistas de jazz desde o início da bossa nova. Já gravou muitos discos entre os quais é preciso mencionar “Baden Powell Quartet”, um álbum duplo gravado para a Barclay, “Stephane Grappelli - Baden Powell” (Fontana) e “Baden Powell” (MPS).
Depois de passar várias semanas no hospital, Baden Powell morreu a 26 de setembro de 2000, aos 63 anos.

Cronologia

1937, 6 de agosto - Nascimento em Varre-Sai, à época distrito do município de Natividade, RJ.
1937 - Muda-se, com a família, para a cidade do Rio de Janeiro, morando no bairro de São Cristóvão.
1962 - Conhece Vinícius de Moraes.
1962 - Primeira viagem à Europa, quando se torna o mais prestigioso artista brasileiro. Apresentações e gravações em vários países.
1969 - Vence a I Bienal do Samba, com a música Lapinha, composta junto com Paulo César Pinheiro.
1994 - Lança, no Brasil, o disco Baden Powell de Rio a Paris.
1994, julho - Apresenta-se na Sala Cecília Meireles, a cidade do Rio de Janeiro, ao lado dos filhos Louis Marcel Powell, violonista, e Phillipe Baden Powell, pianista e tecladista. Esse concerto foi gravado em CD, com o título Baden Powell e Filhos.
2000, 26 de setembro - Falecimento na cidade do Rio de Janeiro.

Discografia

1959 - 78 RPM
1959 - Apresentando Baden Powell e seu violão
1961 - Um Violão na Madrugada
1962 - Baden Powell (Compacto Duplo)
1962 - Baden Powell Swing With Jimmy Pratt
1963 - Baden Powell à Vontade
1964 - Le Monde Musical de Baden Powell (gravado na França)
1965 - Billy Nencioli / Baden Powell
1966 - Baden Powell ao Vivo no Teatro Santa Rosa
1966 - Os Afro-sambas - Baden & Vinícius
1966 - Tempo Feliz
1966 - Tristeza on Guitar
1967 - Berlin Jazz Festival
1968 - Poema on Guitar
1968 - Show Recital: Baden, Marcia & Originais do Samba
1969 - 27 Horas de Estúdio
1969 - Le Monde Musical de Baden Powell - Vol. 2
1970 - Baden Powell Quartet Vol. 1
1970 - Baden Powell Quartet Vol. 2
1970 - Baden Powell Quartet Vol. 3
1970 - Canto on Guitar
1970 - Lotus/Tristeza
1970 - Os Cantores de Lapinha
1971 - Estudos
1971 - L'ame de Baden Powell
1971 - L'art de Baden Powell
1972 - Samba Triste
1972 - Baden Powell
1973 - Apaixonado
1973 - Solitude on Guitar (gravado na Alemanha)
1974 - La Grande Reunion
1974 - La Grande Reunion vol.2
1977 - Baden Powell canta Vinicius de Moraes e Paulo Cesar Pinheiro
1977 - Maria D'Apparecida et Baden Powell
1979 - Grande Show ao Vivo no Procopio Ferreira
1983 - Felicidades/Felicidade/Live in Hamburgo
1988 - Rio das Valsas
1990 - Os Afro-sambas - Regravação com Quarteto em Cy
1990 - Live at The Rio Jazz Club
1992 - The Frankfurt Opera Concert 1975
1992 - Live in Switzerland
1994 - Rio a Paris - Decembre 94
1995 - Baden Powell & Filhos
1996 - Baden Powell a Paris
1996 - Live at Montreux Jazz Festival
1998 - Suite Afro-Consolação
2000 - Lembranças

domingo, 2 de janeiro de 2011

"DICK FARNEY"


Dick Farney, nome artístico de Farnésio Dutra e Silva
(14 de novembro de 1921 — 4 de agosto de 1987) foi um cantor,
pianista e compositor brasileiro.
Começou a tocar piano ainda na infância, quando aprendia música erudita com o pai,
e enquanto a mãe lhe ensinava canto.
Em 1937 estreou como cantor no programa Hora juvenil na rádio Cruzeiro do Sul do Rio de Janeiro, quando interpretou a canção Deep Purple composta por David Rose, foi levado por César Ladeira para a rádio Mayrink Veiga, passando a apresentar o programa Dick Farney, a voz e o piano. O conjunto Os swing maníacos formado por Dick, tinha ao lado o irmão Cyll Farney, na bateria, acompanhou Edu da Gaita na gravação da música Canção da Índia, do compositor russo Nikolay Rimsky-Korsakov
(1844-1908). De 1941 a 1944, era crooner da orquestra de Carlos Machado, no Cassino da Urca, no tempo em que o jogo era permitido no Brasil. Em 1946 foi convidado para ir para os Estados Unidos, depois do encontro com o arranjador Bill Hitchcock e o pianista Eddie Duchin, no Hotel Copacabana Palace. Fez apresentações na rádio NBC, durante dois meses. Em 1948 apresentou-se com sucesso na boate carioca Vogue. No ano de 1959 era exibido o programa de TV - Dick Farney Show, na TV Record - Canal 7 de São Paulo. 1960 formou a Dick Farney e sua orquestra que animou muitos bailes. 1965 na recém-inaugurada TV Globo - Canal 4, Rio de Janeiro, apresentados por Betty Faria e Dick Farney, o programa de TV Dick e Betty. Gogô foi seu pianista acompanhador de 1977 a 1987.

Foi proprietário das boates Farney´s e Farney´s Inn, ambas em São Paulo. 1971 - formou um trio com Sabá. De 1973 a 1978 tocava piano e
cantava na boate Chez Régine no Rio.

Composições

1955 - Sonhando com Shearing
1955 - Sem nome
1956 - Farney´s blues - Dick Farney Trio

Turnês

Apresentou-se nas cidades norte-americanas de Hollywood, Chicago e San Francisco, em Nova Iorque (Waldorf Astoria Hotel e Shell Burn Hotel),nos países Argentina, Uruguai, Cuba, República Dominicana, Porto Rico e ilhas do Caribe.

Filmes

1950 - Somos dois - dirigido por Milton Rodrigues
1952 - Carnaval Atlântida - de José Carlos Burle
1953 - Perdidos de amor - de Eurides Ramos

Participação especial

Espetáculo dos 20 anos de bossa nova - realizado em São Paulo,
ao lado de Lúcio Alves, Nara Leão, Carlos Lyra e muitos outros.
Em 1948 foi fundado no Rio, o fã-clube Sinatra-Farney, que admiravam o jazz americano. Uma de suas componentes era a que viria a ser a cantora Nara Leão.

Discografia

1944 - The music stopped(fox)/Mairzy doats(fox-trot) -
com a orquestra de Ferreira Filho - gravadora Continental
1944 - What´s new? (fox-trot) - crooner do conjunto Milionários.
1944 - San Fernando Valley/I love you
1944 - I don´t want to walk without you
1945 - This love of mine/The man I love
1946 - Copacabana/Barqueiro do rio São Francisco -
com acompanhamento de Eduardo Patané
1946 - Era ela/Ela foi embora
1947 - Just an Old Love of Mine (Peggy Lee/Dave Barbour)/For Once in My Life (Fisher/Segal)com Paul Baron e Sua Orquestra
1947 - Marina/Foi e não voltou
1947 - Gail in Galico/For sentimental reasons
1948 - Ser ou não ser/Um cantinho e você
1948 - Meu Rio de Janeiro/A saudade mata a gente
1948 - Esquece/Somos dois…
1949 - Ponto final/Olhos tentadores
1949 - Junto de mim/Sempre teu
1950 - Não tem solução/Lembrança do passado = gravadora Sinter
1951 - Uma loira/Meu erro
1951 - Canção do vaqueiro/Nick Bar
1952 - Mundo distante/Não sei a razão
1952 - Luar sobre a Guanabara/Fim de romance
1952 - Sem esse céu/Alguém como tu
1953 - Perdido de amor/Meu sonho
1953 - Nova ilusão/João Sebastião Bach
1953 - April in Paris/All the things you are
1953 - Speak low/You keepcoming back like a song
1954 - Copacabana/My melancholy baby
1954 - Tenderly/How soon - Majestic Records
1954 - Somebody loves me/There's no sweeter word than sweetheart
1954 - Marina/For once in your life
1954 - Grande verdade/Você se lembra?
1954 - Outra vez/Canção do mar
1954 - Tereza da praia/Casinha pequenina - junto com o cantor Lúcio Alves
1954 - Música romântica com Dick Farney- lançou o long-play ou Lp com a destaque para a música "Canção do mar"
1954 - Sinfonia do Rio de Janeiro - disco de 10 polegadas
1955 - A saudade mata a gente
1955 - Foi você/Tudo isto é amor
1955 - Dick Farney e seu Quinteto
1955 - Bem querer/Sem amor nada se tem
1955 - Dick Farney on Broadway
1956 - Jingle bells/White Christmas/Feliz Natal
1956 - Jazz Festival
1956 - Jazz after midnight
1956 - Meia-noite em Copacabana com Dick Farney
1956 - Dick Farney Trio - contendo a canção "Valsa de uma cidade" (Ismael Netto/Antônio Maria)
1957 - Un argentino en Brasil/Nem fala meu nome
1957 - O ranchinho e você/Só eu sei
1957 - Toada de amor/O luar e eu…
1959 - Este seu olhar/Se é por falta de adeus
1959 - Esquecendo você/Amor sem adeus
1959 - Atendendo a pedidos
1960 - Dick Farney em canções para a noite de meu bem
1960 - Dick Farney e seu jazz moderno no auditório de O Globo
1960 - Dick Farney no Waldorf
1961 - Somos dois/Uma loura
1961 - Dick Farney Jazz
1961 - Dick Farney Show
1961 - Jam Session
1962 - Dick Farney apresenta sua orquestra no auditório deO Globo - paticipação especial de Leny Andrade
1965 - Meia-noite em Copacabana
1967 - Dick Farney, piano e Orquestra Gaya
1972 - Penumbra e romance
1973 - Dick Farney
1973 - Concerto de Jazz ao vivo
1974 - Dick Farney e você
1974 - Um piano ao cair da tarde
1975 - Um piano ao cair da tarde II
1976 - Dick Farney
1976 - Tudo isso é amor - junto com a cantora Claudette Soares
1977 - Cinco anos de jazz
1978 - Dick Farney
1978 - Tudo isso é amor II
1979 - Dick Farney: o cantor, o pianista, o diretor de orquestra - série Retrospecto - gravadora RGE
1981 - Noite
1983 - Feliz de amor
1985 - Momentos
1986 - Dick Farney "ao vivo" (Arte do espetáculo) - gravado no restaurante-bar Inverno & Verão, na cidade de São Paulo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

"STAN GETZ"


Stan Getz, de seu nome Stanley Gayetsky (Filadélfia, 2 de fevereiro de 1927 — Malibu, Califórnia, 6 de junho de 1991) foi um saxofonista norte-americano de jazz. Fez parcerias com João Gilberto e Antonio Carlos Jobim, tornando-se um dos principais responsáveis em difundir o movimento musical brasileiro
conhecido como bossa nova pelo mundo.
Stan Getz nasceu em 2 de Fevereiro de 1927, em Filadélfia, nos EUA. Os seus pais eram judeus, naturais da Ucrânia, que imigraram de Kiev, em 1903. Mais tarde, a sua família viajou para Nova Iorque, à procura de melhores condições de vida e emprego. Getz foi um aluno empenhado, de notas máximas, terminando no topo dos melhores alunos da sua classe.
A sua paixão eram os instrumentos musicais, e tinha que tocar todos os que encontrava no seu caminho. O primeiro saxofone foi-lhe oferecido pelo seu pai, aos 13 anos. Também lhe ofereceu um clarinete, mas este ficou para segundo plano. Getz dedicava grande parte do dia a praticar saxofone.
Em 1941, é aceito na orquestra All City High School Orchestra, de Nova Iorque. Isto proporcionou-lhe a oportunidade de ter um tutor particular, da filarmónica de Nova Iorque, Simon Kovar. Paralelamente, também tocava em pequenos concertos locais. Aos 14 anos, compra o seu primeiro saxofone tenor, com o dinheiro que juntou com esses concertos. No entanto, a sua dedicação à música prejudicava-lhe as notas, e acabou mesmo por deixar de estudar, para se dedicar totalmente à carreira musical. Mais tarde, é obrigado a regressar à escola, pelos representantes do sistema de ensino.
Em 1943, entra para a banda de Jack Teagarden, e toca, também, com Nat King Cole e Lionel Hampton. Após tocar com Stan Kenton, Jimmy Dorsey e Benny Goodman, Getz torna-se solista com Woody Herman, de 1947 a 1949, destacando-se como um dos principais saxofonistas da banda, conhecida como "os quatro irmãos"; os outros eram Serge Chaloff, Zoot Sims e Herbie Steward. Com Herman, Getz alcança um primeiro êxito com Early Autumn. Após deixar a banda, inicia a sua carreira a solo. A partir de 1950, seria o líder na quase totalidade das gravções onde participará.

Anos 50 e 60

Nos anos 50, Stan Getz tornou-se famoso como interprete do cool jazz, tocando com Horace Silver, Johnny Smith, Oscar Peterson entre outros. Os seus dois primeiros quintetos incluíam nomes famosos como o baterista de Charlie Parker, Roy Haynes, o pianista Al Haig e o contrabaixista Tommy Potter. Em 1958, Getz muda-se para Copenhaga, com o objectivo de deixar o seu consumo de drogas.
No regresso aos EUA, em 1961, Getz torna-se uma das principais figuras da bossa nova. Junto com Charlie Byrd, que tinha regressado de uma turnê no Brasil, Getz grava Jazz Samba, em 1962, que se torna um sucesso. A faixa principal era uma adaptação de "Samba De Uma Nota Só", de Antonio Carlos Jobim. Stan Getz ganha o Grammy para a Melhor Interpretação de Jazz, em 1963, com "Desafinado".
Grava com Tom Jobim, João Gilberto, e sua esposa, Astrud Gilberto. A sua interpretação de "Garota de Ipanema", dá-lhe mais um Grammy. Esta música tornou-se uma das canções mais conhecidas do jazz latino, de todos os tempos. Getz e Gilberto, ganharam dois Grammy (Melhor Álbum e Melhor Single), superando os The Beatles, em A Hard Day's Night. Em 1967, Getz grava com Chic Corea e Stanley Clarke.

Anos 70 e 80

No início dos anos 70, Stan Getz é influênciado pelo jazz de fusão e "jazz elétrico", utilizando um Echoplex no seu saxofone. Os críticos não gostaram da nova experiência, o que levou Getz a desistir desta sonoridade, regressando ao jazz mais tradicional e acústico. A partir dos anos 80, gradualmente, Getz deixa a bossa nova, e opta por um estilo de jazz menos tradicional, mais esotérico.

Vida pessoal

Desde novo Getz consumia drogas e álcool. Casado com Beverly Byrne, vocalista da banda de Gene Krupa, em 7 de Novembro de 1946, teve três filhos. Em 1954, foi detido por tentar roubar uma farmácia, em busca de morfina. Durante o processo de detenção, no sector prisional do centro médico USC Medical Center, de Los Angeles, Beverly terá dado à luz o seu terceiro filho, nesse mesmo edifício.
Em 1956, no dia 3 de Novembro, casa-se com Monica Silfverskiold, uma aristocráta sueca, com quem teve dois filhos. Em 1957, tem um filho de uma relação com a sua amiga Inga Torgner. Após vários anos a tentar tirar Getz da sua toxicodependência, Monica divorcia-se em 1987, e ganha a custódia de todos os filhos do seu ex-marido.
Nos últimos anos da sua vida, Stan Getz consegue, finalmente, terminar com a sua dependência do álcool e drogas. Morre de câncer do fígado, em 6 de Junho de 1991. Em 1998, foi-lhe dedicado uma ala na escola de música de Berklee, designada por "Stan Getz Media Center and Library", e doada pela fundação de Herb Alpert.

sábado, 2 de outubro de 2010

"LUIZ EÇA"


Luiz Mainzi da Cunha Eça (Rio de Janeiro, 3 de abril de 1936 -
25 de maio de 1992) foi professor, músico, compositor,
arranjador e pianista brasileiro.
Descendente do escritor português Eça de Queirós, iniciou sua carreira na década de 1950 como pianista de casas noturnas. Frequentava as boates cariocas, para ouvir músicos mais experientes, como Johnny Alf. Substituindo na Boate Plaza o cantor Johnny Alf, formou um conjunto com Ed Lincoln no contrabaixo, e Paulo Ney na guitarra. Com a saída de Ney, entraram João Donato no acordeon, Milton Banana na bateria e a crooner Claudette Soares. Formou o trio Penumbra, tendo como componentes Candinho ao violão, e Jambeiro no contrabaixo, na rádio Mayrink Veiga. Participou da chamada primeira fase da Bossa nova - 1958-1962.

Formou em 1962 um importante conjunto instrumental, o Tamba Trio com Bebeto Castilho na flauta, baixo, saxofone e Voz, e Hélcio Milito na bateria e na Tamba. O trio foi o primeiro a realizar pocket-shows, no Bottle´s Bar, do famoso Beco das Garrafas, catedral da Bossa nova no Rio de Janeiro.
Fez arranjos para o longplay "Barquinho" da cantora Maysa, lançado em 1961 pela gravadora Columbia. Formou o conjunto "A Sagrada Família". Foi professor de jovens músicos e atuou como pianista na casa noturna Chiko´s Bar.
Acompanhou vários artistas da Música Popular Brasileira como Nara Leão, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Durval Ferreira, Sylvia Telles, Edu Lobo, Flora Purim, Quarteto em Cy, Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Elis Regina, Milton Nascimento, Joyce, João Bosco, Nana Caymmi e tantos outros.
Junto com o Tamba Trio, excursionou pela América do Norte e Europa.

Discografia

1955 - Uma noite no Plaza - longplay da gravadora Discos Rádio
1956 - Sambas da saudade - Lp da gravadora Columbia
1961 - Luiz Eça & Astor - Cada qual melhor! - Lp e CD da gravadora Odeon
1962 - Tamba Trio - longplay da gravadora Philips
1963 - Avanço - Lp - gravadora Philips
1964 - Tempo - Lp - gravadora Philips
1965 - Cinco na bossa - Lp - gravadora Philips
1966 - Tamba Trio - Lp - gravadora Philips
1966 - Tamba Trio sauda México - Lp - gravadora Philips
1967 - We and the sea - Lp - gravadora A&M Records
1968 - Samba blim - Lp - gravadora A&M Records
1968 - Os seis mais numa imagem barroca - Lp - gravadora CBS -
junto com Radamés Gnattali
1970 - Luiz Eça, piano e cordas - LP - gravadoras Elenco/Philips
1970 - Brazil 70 - Lp - gravadora Philips
1970 - Luiz Eça e La Família Sagrada - Lp
1972 - Vanguarda - Lp - gravadora Odeon - com o Quinteto Villa-Lobos
1974 - Tamba Trio - Lp - gravadora RCA Victor
1975 - Tamba Trio - Lp - gravadora RCA Victor
1976 - Laços concerto show - Lp - gravadora Som Livre -
com Claudia Versiani e Marcos Paulo
1976 - Antologia do piano - Lp - gravadora Phonogram
1982 - Tamba Trio: 20 anos de sucessos - Lp - gravadora RCA Victor
1983 - Patápio Silva - Lp e Cd - Funarte - com Altamiro Carrilho,
Galo Preto e a Banda do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.
1984 - Luiz Eça - Lp - gravadora Carmo
1985 - Triângulo - Lp - gravadora Carmo
1986 - Para tanto viver - Lp - gravadora Continental -
com a participação do cantor Pery Ribeiro
1988 - Duas suites instrumentais - Lp - gravadora Independente -
com a participação do violinista Jerzy Milewski
1992 - Encontro marcado - Lp - gravadora Line Records - com Maria Petersen
1993 - Luiz Eça e Victor Assis Brasil no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - Cd - gravadora Imagem
1995 - Luiz Eça Trio - Cd - gravadora Velas

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

"DORI CAYMMI"


Dorival Tostes Caymmi, mais conhecido como Dori Caymmi, (Rio de Janeiro, 26 de agosto de 1943) é um músico brasileiro, filho dos também músicos Dorival Caymmi e Stella Maris. Irmão da cantora Nana Caymmi e do flautista, cantor e compositor Danilo Caymmi. O músico reside em Los Angeles, nos EUA, desde o final dos anos 1980.

Dori Caymmi é cantor, compositor e arranjador. Além do pai, sua principal influência é o movimento da bossa nova, tendo iniciado sua carreira nos anos 1960. Tem Paulo César Pinheiro como uma de seus principais parceiros. A empresa de Quincy Jones, a Quest Records, produziu alguns dos CDs do artista.
Dori Caymmi teve dois de seus CDs nomeados para o Grammy, Influências e Contemporâneos além de ter conquistado dois Grammy Latino, de melhor CD de samba Para Caymmi 90 Anos e de melhor canção brasileira "Saudade de Amar", em parceria com Paulo César Pinheiro.
Dori Caymmi é torcedor do Fluminense Football Club.

Discografia

1972 Dory Caymmi - Odeon
1980 Dori Caymmi - EMI/Odeon
1982 Dori Caymmi - EMI/Odeon
1988 Dory Caymmi - Elektra
1990 Brazilian Serenata - WEA
1992 Kicking Cans - Quest Records/Warner Music
1994 If Ever - Warner Music
1996 Tome conta de meu filho, que eu também já fui do mar... - EMI Music
1998 Cinema:A Romantic Vision - Atração Fonográfica
2001 Influências - nomeação ao Grammy - Universal Music
2002 Contemporâneos - nomeação ao Grammy - Horipro Inc./Universal Music
2010 Mundo de Dentro - Horipro Inc./Universal Music

Discografia complementar

1964 Caymmi Visita Tom - Elenco
1977 Sitío do Picapau Amarelo - Som Livre
2004 Para Caymmi 90 Anos - vencedor de melhor álbum de samba do Grammy Latino - Warner Music
2005 Falando de Amor - Sony Music
2006 Rio-Bahia - com a cantora Joyce - Biscoito Fino

sábado, 31 de julho de 2010

"QUARTETO EM CY"


Quarteto em Cy é o nome de um grupo vocal brasileiro formado inicialmente pelas irmãs Cybele, Cylene, Cynara e Cyva. Com o apoio de Vinícius de Moraes, iniciaram a carreira em 1964 com apresentações em boates do Rio de Janeiro.
No final da década de 60 o grupo alcançou êxito internacional sob o título The Girls From Bahia tendo passado por mudanças em sua composição original. Neste período atuaram no quarteto as cantoras Semíramis, Regina e Sonya.

Após um breve hiato o grupo volta às atividades - em 1972 - com as cantoras: Cyva, Cynara, Dorinha e Sonya. Em 1980 Dorinha se afasta por motivos de saúde e é substituida por Cybele, estabelecendo uma formação que se mantém até hoje.

As vozes do grupo transitaram por notáveis compositores da música brasileira, como Vinícius de Moraes, Dorival Caymmi, Chico Buarque, Tom Jobim e tantos outros. Seus registros fonográficos foram lançados em mais de 30 discos—tanto no Brasil quanto no exterior.

Com uma carreira sólida e inabalável por mais de quarenta anos, o Quarteto em Cy se mantém como um dos mais notáveis e expressivos grupos vocais da história da MPB.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

" LUÍS CARLOS VINHAS "


Luís Carlos Parga Rodrigues Vinhas, mais conhecido como Luís Carlos Vinhas
(Rio de Janeiro, 19 de maio de 1940 — Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2001)
foi um pianista e compositor brasileiro.
Vinhas foi um dos gandes expoentes da bossa nova, movimento musical urbano carioca surgido em 1957. Trabalhou como pianista no Beco das Garrafas, além de participações nos discos de Elis Regina, Quarteto em Cy, Jorge Benjor, Maria Bethania, entre outros. Formou também um dos primeiros conjuntos musicais deste período, o Bossa Três, o qual, em 1966, com Leny Andrade e Pery Ribeiro nos vocais,
foi rebatizado de Gemini V .

Discografia

Bossa Três e Lennie Dale (1962) Elenco LP
Bossa Três (1962) Audio Fidelity LP
Bossa Três & Jo Basile (1962) Audio Fidelity LP
Bossa Três e seus amigos (1962) Audio Fidelity LP
Novas Estruturas (1964) Forma LP
Bossa Três em Forma (1965) Forma LP
Bossa Três (1966) Odeon LP
Gemini 5 (1966) Odeon LP Relançado em CD em 1995.
Gemini 5 no México (1967) Odeon LP
O som psicodélico de Luis Carlos Vinhas (1968) CBS LP
Luis Carlos Vinhas no Flag (1970) Odeon LP
Chovendo na roseira (1970) Tapecar Cs.
Luis Carlos Vinhas (1977) Odeon LP
Baila com Vinhas (1982) PolyGram LP
O piano mágico de Luis Carlos Vinhas (1986) Som Livre LP
Piano maravilhoso (1989) Som Livre LP
Vinhas e bossa nova (1994) CID CD
Piano na Mangueira (1997) CID CD
Wanda Sá & Bossa Três (2000) Abril Music CD

domingo, 4 de julho de 2010

" SÉRGIO RICARDO "


Sérgio Ricardo, nome artístico de João Lutfi,
(Marília, 18 de junho de 1932) é um cantor e compositor brasileiro.
Descendente de família libanesa, em 1940, aos 8 anos,
foi matriculado no Conservatório de Música de Marília para estudar piano e
teoria musical; mudou-se para São Paulo e foi locutor da rádio Cultura em
São Vicente, litoral do estado.
Ao mudar para o Rio de Janeiro em 1952 conseguiu emprego como técnico de som e pianista, substituindo Tom Jobim. Familiarizado com a cidade,
que foi o berço da bossa nova, passou a fazer parte do o primeiro núcleo de compositores desse movimento musical. Lançou no começo dos anos 60 os LPs
Não Gosto Mais de Mim e A Bossa Romântica de Sérgio Ricardo.

Participou do Festival de Música Popular Brasileira transmitido pela TV Record, quando, num momento antológico, foi vaiado pelo público ao
cantar Beto bom de bola, e nervoso, quebrou o violão e atirou-o contra a platéia.
Incentivado por João Gilberto, passou a inteirar-se de problemas políticos e sociais, o que o levou a compor canções retratando esses temas.
Compôs o romance violado que originou a trilha e narração do filme
Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha.

Discografia

Dançante nº 1 (1958)
A Bossa Romântica de S. Ricardo (1960)
Depois do Amor (1961)
Um SR. Talento (1963)
Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964)
Esse Mundo é Meu (1964)
Grande Música de S. Ricardo (1967)
Arrebentação (1970)
Sérgio Ricardo (1973)
A Noite do Espantalho (1974)
Sérgio Ricardo / MPB Espetacular (1975)
Do Lago à Cachoeira (1979)
Flicts (1980)
Estória de João Joana (2000)
Quando Menos se Espera (2001)
Ponto de Partida (2008)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

" FRANCIS HIME "


Francis Victor Walter Hime (Rio de Janeiro, 31 de agosto de 1939)
é um compositor, arranjador, pianista e cantor brasileiro.
Possui formação em composição, regência, harmonia e arranjo.
Francis Hime iniciou seus estudos de piano aos 6 anos. Em 1955, se mudou para a cidade de Lausanne, na Suíça, onde permaneceu até 1959, dedicando-se à música. De volta ao Brasil, Francis passou a desenvolver uma amizade com alguns dos artistas que faziam parte do já consolidado movimento da bossa nova, tais como Vinícius de Moraes, Carlos Lyra, Baden Powell, Edu Lobo, Dori Caymmi, Wanda Sá e Marcos Valle.
É dessa época sua primeira parceria com Vinícius, "Sem mais adeus",
gravada na época por Wanda Sá e posteriormente por vários outros intérpretes.

Em 1969, formou-se em engenharia e casou-se com a cantora e letrista Olívia Hime, com quem viria a ter três filhas: Maria, Joana e Luiza. No mesmo ano, Francis mudou-se para os Estados Unidos, onde deu continuidade a seus estudos musicais.
Lá permaneceu por 4 anos.
Francis Hime possui mais de quinze discos e dvds lançados. É parceiro de grandes nome da música brasileira, como Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Toquinho, Dias Gomes, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Paulinho da Viola, Ruy Guerra, Paulo César Pinheiro, Ivan Lins, Victor Martins, Cacaso, Capinan e outros. Entre suas composições, destacam-se aquelas feitas em parceria com Chico Buarque, tais como: "Vai passar", "Atrás da porta", "Luíza", "Trocando em miúdos".
Segundo o musicólogo Ricardo Cravo Albin, "Francis Hime pertence à realeza musical do Brasil, sendo da mesma linhagem de Tom Jobim, Carlos Lyra, Cartola, Chico Buarque e alguns poucos".
Em março de 2010, no aniversario da cidade de Recife, Francis Hime foi contratado para participar do show no Marco Zero.

Discografia

2007 - Francis Ao Vivo - DVD
2007 - Francis Ao Vivo
2006 - Arquitetura da Flor
2005 - Essas Parcerias
2003 - Brasil Lua Cheia - DVD
2003 - Brasil Lua Cheia

Francis com sua esposa, a cantora e letrista Olívia Hime.
2001 - Meus Caros Pianistas
1998 - Sinfonia do Rio de Janeiro de São Sebastião - DVD
1998 - Sinfonia do Rio de Janeiro de São Sebastião
1997 - Álbum Musical
1995 - Choro Rasgado
1985 - Clareando
1982 - Pau Brasil
1981 - Sonho de Moço
1981 - Os Quatro Mineiros
1980 - Francis
1978 - Se Porém Fosse Portanto
1977 - Passaredo
1973 - Francis Hime
1964 - Os Seis em Ponto

domingo, 13 de junho de 2010

" OS CARIOCAS "


Figurando entre os mais antigos do Brasil, Os Cariocas é um conjunto vocal,
criado por Ismael Neto em 1942, cujo repertório é a música popular brasileira (MPB).

Cantavam em festinhas da vizinhança no bairro da Tijuca, quando participaram do programa de calouros Papel Carbono, de Renato Murce, pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, vindo a obter o segundo lugar. Em novas tentativas no programa, obtiveram a primeira colocação por duas vezes seguidas. Em 1946, um teste na Rádio Nacional—realizado na presença de Haroldo Barbosa, Paulo Tapajós e Radamés Gnattali, regente da orquestra da emissora—inclui o conjunto em um programa musical chamado Um milhão de melodias. Participaram dos programas Canção romântica e Quando canta o Brasil. Tiveram participação nos programas de auditório de César de Alencar, Manoel Barcelos e Paulo Gracindo. O grupo sobressaiu-se pela mistura de polifonia e efeitos rítmicos, que era diferente da dos conjuntos de sucesso na época, tais como Bando da Lua (acompanhavam Carmem Miranda), Os Anjos do Inferno e os Quatro Ases e um Coringa, que passaram a cantar em quatro ou cinco vozes.

Os componentes do conjunto eram Ismael Neto; Severino Filho; Emanuel Furtado, o Badeco; Waldir Viviani; e Jorge Quartarone, o Quartera. Sua primeira gravação foi um disco de 78 rpm, pela gravadora Continental, com as músicas Adeus América (Haroldo Barbosa/Geraldo Jaques) e Nova ilusão (José Menezes/Luís Bittencourt). Em 1950, gravaram a música Valsa de uma cidade (Ismael Neto/Antônio Maria). Junto com a cantora Marlene, gravaram Qui nem jiló e Macapá, ambas compostas por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.

O conjunto foi contratado pela RCA Victor, gravando as canções Podem falar (Ismael Neto/Antônio Maria) e O último beijo (Ismael Neto/Nestor de Holanda). Esta gravação foi usada como prefixo do programa de TV - Discos impossíveis de Flávio Cavalcanti. Canções juninas, como Baile na roça (Ismael Neto) e Pula fogueira(Haroldo Lobo/Mílton Oliveira), figuravam entre as diversas gravadas.
Em 1956, morre, prematuramente, Ismael Neto, e Severino Filho convida sua irmã Hortênsia Silva para fazer a voz de falsete. O disco Os Cariocas a Ismael Neto, pela gravadora Columbia, foi uma homenagem do grupo a seu fundador. Na gravadora Continental, foram levados a gravar Born too late, Chá-chá-chá baiano e Always and forever -- músicas que não pertenciam ao estilo do conjunto. Num dos lados desses 78 rpm, colocaram a música Chega de saudade (Tom Jobim/Vinícius de Moraes), com João Gilberto ao violão. Foi com esta melodia que Os Cariocas fizeram sua entrada definitiva na Bossa Nova. Em 1962, participaram do show "O encontro", na boate carioca Au Bon Gourmet, ao lado de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Gilberto, os músicos Milton Banana (bateria) e Otávio Bailly (baixo). As músicas mais simbólicas da Bossa Nova foram apresentadas, entre elas: Samba do avião, Samba de uma nota só, Corcovado, Garota de Ipanema e outras.

Atuaram por diversas vezes no programa de TV, O Fino da Bossa, apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues, pela TV Record - Canal 7, de São Paulo.
Excursionaram pela Argentina, Porto Rico, Estados Unidos e México em 1965. Fizeram shows em Nova Iorque e Washington, no anfiteatro Carter Barron, tendo a participação de Astrud Gilberto e Paul Anka. Em Nova Iorque, apresentaram-se no programa de TV , To-night Show, comandado por Johnny Carson, na rede NBC. Gravaram quatro programas para o canal 11 de Buenos Aires.
Por divergências com o maestro Severino Filho, o conjunto ficou separado por vinte e um anos, com cada integrante cuidando de sua vida particular. A música do grupo continuou a ser divulgada pelas emissoras de rádio. Em 1987, o pianista Alberto Chineli convidou para ouvir o arranjo feito para a música Da cor do pecado, de Bororó. Severino Filho, entusiasmado, fez o arranjo vocal e chamou os integrantes do conjunto para voltarem aos palcos e aos discos.
Dos conjuntos vocais atuais, o MPB-4 é o que mais se assemelha a Os Cariocas, em termos de estilo.

1988 - A prefeitura do Rio de Janeiro, convida para participar do movimento pelo "Não" à emancipação da Barra da Tijuca, cantando A Barra é carioca, ela é carioca, satirizando Ela é carioca (Tom Jobim/Vinícius de Moraes).
1990 - Foi agraciado com o prêmio Sharp pelo lançamento do disco A minha namorada - gravadora Som Livre.
No Memorial da América Latina, em São Paulo, é acompanhado pela Orquestra Jazz Sinfônica da Universidade Livre de Música. Centro Cultural Banco do Brasil - participou no espetáculo em homenagem a Vinícius de Moraes.

1992 - Recebeu o prêmio Sharp, com o disco Reconquistar. Foi lançado, inclusive, nos Estados Unidos.
1993 - Sala Cecília Meireles, Rio de Janeiro - foram acompanhados pela orquestra brasileira Luiz Eça - direção de Marino Boffa.
1996 - Espetáculo de inauguração do teatro Tom Jobim na embaixada brasileira em Assunção, Paraguai.
1998 - Espetáculo em Miami, junto com Leny Andrade, Roberto Menescal e Wanda Sá. Ainda no mesmo ano, participou da gravação do compact disc Crooner, a convite de Milton Nascimento.
1999 - Turnê por todo o Brasil com o espetáculo Rio, gosto de você.
2004 - Bossa Nova in Concert - espetáculo realizado no Canecão, do Rio de Janeiro, com as participações de Johnny Alf, João Donato, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Wanda Sá, Lenny Andrade, Pery Ribeiro, Durval Ferreira, Eliane Elias, Marcos Valle e Bossacucanova.
[editar] Formações
Primeira formação - Ismael Neto, Severino Filho, Emmanoel Furtado - Badeco, Waldir Viviani e Jorge Quartarone - Quartera.
Segunda formação - Hortensia Silva, Severino Filho, "Badeco", Waldir Viviani e "Quartera".
Terceira formação - Severino Filho, Badeco, Waldir Viviani e Quartera.
Quarta formação - Severino Filho, Badeco, Luiz Roberto e Quartera.
Quinta formação - Severino Filho, Badeco, Edson Bastos e Quartera.
Sexta formação - Severino Filho, Badeco, Elói Vicente e Quartera.
Sétima formação - Severino Filho, Elói Vicente, Neil Carlos Teixeira e Quartera.
Oitava formação - Severino Filho, Hernane Castro, Neil Carlos Teixeira e Elói Vicente.

Discografia

1948 - Os Cariocas
1949 - Os Cariocas (3 gravações)
1949 - Os Cariocas e Marlene
1950 - Os Cariocas com a orquestra de Lyrio Panicali
1950 - Os Cariocas (2 gravações)
1951 - Os Cariocas (3 gravações)
1952 - Os Cariocas (7 gravações)
1952 - Os Cariocas com Luiz Gonzaga
1952 - Bob Nelson e Os Cariocas
1953 - Os Cariocas (3 gravações)
1953 - Heleninha Costa e Os Cariocas
1954 - Os Cariocas
1954 - Sinfonia do Rio de Janeiro
1955 - Os Cariocas
1956 - Os Cariocas (3 gravações)
1957 - Os Cariocas (7 gravações)
1957 - Os Cariocas e Ismael Neto
1958 - O melhor de ... Os Cariocas
1960 - Tom Jobim e Billy Blanco
1960 - Os Cariocas (2 gravações)
1961 - Os Cariocas (compacto duplo)
1961 - Os Cariocas (2 gravações)
1962 - Os Cariocas (3 gravações)
1962 - A Bossa dos Cariocas
1962 - A Bossa dos Cariocas
1963 - Mais Bossa com Os Cariocas
1964 - A grande bossa dos Cariocas
1965 - Os Cariocas (coletânea)
1965 - Os Cariocas de quatrocentas Bossas
1966 - Arte & Vozes
1966 - Passaporte
1975 - Os Cariocas (coletânea)
1979 - A arte de Os Cariocas (coletânea)
1988 - O melhor de Os Cariocas (coletânea)
1990 - Minha namorada
1992 - Reconquistar
1994 - Os Cariocas - Mestres da MPB (coletânea)
1997 - Tim Maia & Os Cariocas - Amigo do Rei
1997 - A Bossa Brasileira
1998 - Os Cariocas - Os grandes da MPB (coletânea)
1999 - Crooner
2001 - Os Clássicos Cariocas

Participações especiais

1959 - Orquestra Pan American - Samba internacional
1960 - Orquestra Pan American - Star dust
1962 - Metais e vozes em festival - orquestra e coral de Severino Filho
1966 - A quem possa interessar
1978 - O Fino ... - Os grandes momentos
1989 - Cidadão - Moraes Moreira
1990 - Bossa Nova Wonderland
1991 - Noel Rosa - songbook
1991 - Rio Show Festival - A noite da Bossa Nova
1992 - Vinícius de Moraes - volumes 2 e 3 - songbook
1993 - Dorival Caymmi - volume 3 - songbook Luminar
1994 - Carlos Lyra - songbook
1995 - Ary Barroso - volume 2 - songbook
1996 - Bossa Nova - O amor, o sorriso e a flor - 3 volumes
1996 - Tom Jobim - volume 2 - songbook Luminar
1997 - Casa da Bossa
1999 - João Donato - volume 3 - songbook
2004 - Hino do Fome Zero (Roberto Menescal/Abel Silva) participo ao lado de Gilberto Gil e outros cantores.